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domingo, 22 de abril de 2012

Manifestação em taguatinga marca o dia dos estudantes!


No dia 28 de março, dia nacional de luta estudantil, ocorreu no centro de Taguatinga-DF uma manifestação dos estudantes que ficará marcado na memória daqueles que puderam comparecer ao ato.

A manifestação organizada pelo "Conselho de Grêmios", organismo independente das governistas UNE e UBES, teve a presença de estudantes secundaristas e universitários de dezenas de escolas de Taguatinga, da Ceilandia, do Recanto das Emas, do Plano Piloto, de Planaltina além de estudantes da ETB, da Católica e da UnB. A pauta central da manifestação era o apoio a greve dos professores e em defesa da melhoria da Educação Pública.

Apesar da "Juventude Revolução" (PT) ter aparecido na reunião de organização do ato, ficando responsável por conseguir ônibus com o SINPRO, além de dar o calote nos ônibus, nem mesmo deu as caras no ato. Preferiram fazer um dia antes uma manifestação unificada com os burocratas da UJS. Melhor foi para o ato, que pode se desenvolver de forma combativa.

O ato inicou com a concentração estudantil na Praça do Relógio, onde diversos camaradas fizeram falas e puxaram "gritos de guerra". A manifestação, com cerca de 250 estudantes, seguiu pelas ruas de Taguatinga, fechando inteiramente a comercial norte, a comercial sul e o centro diversas vezes. A polícia atuou durante o percurso do ato tentando conter a revolta e organização dos estudantes, buscando inclusive se passar por "companheira" dos estudantes dizendo "apoiar a luta" desde que os estudantes saíssem da rua! A proposta indecente não foi aceita. A manifestação prosseguiu forte, passou na frente da sede local do SINPRO para demonstrar o apoio à greve dos professores, e os gritos "o professor é meu amigo, mexeu com ele mexeu comigo" perduraram durante todo o ato.

As falas de militantes da Rede Estudantil Classista e Combativa (RECC) lembraram que aquela luta não estava isolada, tampouco era carente de história. Além daquele dia marcar o DIA NACIONAL DE LUTA DOS ESTUDANTES, data lembrada pela morte do estudante Edson Luis, baleado pela polícia em 28 de março de 1964, além disso, os estudantes do Chile, da Colombia e da Grécia também estão nas ruas, em ocupações de escolas e universidades, por melhorias da educação. Por isso o canto "No Chile, na Grécia, agora no Brasil, Viva o Movimento Combativo Estudantil" foi acolhido com grande entusiasmo pelos estudantes.

Diferente das passeatas inofensivas da UNE e UBES, controladas pela polícia e seus mini-parlamentares, esta manifestação mostrou aos estudantes a sua força e demonstrou a possibilidade e a necessidade de se construir um novo movimento estudantil combativo, que seja independente do governo Agnelo e Dilma (Afinal de contas quem se esqueceu que UJS e JR/PT fizeram campanha para Agnelo e o defendem até hoje??), enfim, que possa de fato ser a voz dos estudantes por uma educação de qualidade e a serviço do povo.


TODO APOIO A GREVE DOS PROFESSORES!
VIVA A AÇÃO DIRETA ESTUDANTIL-PROLETÁRIA!
POR UMA EDUCAÇÃO POPULAR!
POR GRÊMIOS ESTUDANTIS DE LUTA!

sábado, 10 de março de 2012

Comunicado nº 5 - A GREVE NA EDUCAÇÃO TEM QUE SER INDEPENDENTE DO GOVERNO, COMBATIVA E CONTRA O ENSINO PRIVATIZADO

REDE ESTUDANTIL CLASSISTA E COMBATIVA 
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Brasília, Março de 2012 - Comunicado Nº05 da RECC - seção DF
www.redeclassista.blogspot.com  |  rede.mecc@gmail.com
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Para baixar a edição deste Comunicado em formato PDF,
CLIQUE AQUI


Carta aberta aos (às) trabalhadores (as) em educação e estudantes

A GREVE NA EDUCAÇÃO TEM QUE SER INDEPENDENTE DO GOVERNO, COMBATIVA E CONTRA O ENSINO PRIVATIZADO

Estamos diante de um período ímpar para a educação em nível nacional: Greves, Lei do Piso, corte orçamentário, novo PNE, plano de carreira do magistério etc. Como estudantes, sentimos a obrigação de nos posicionar e queremos ser ouvidos. Portanto, pedimos um minuto da atenção dos nossos colegas de escola e, principalmente, dos companheiros professores (as) e servidores (as), sem os quais jamais haverá educação de qualidade. E é em apoio à luta dos trabalhadores e por uma educação de qualidade, a serviço do povo, que lhes dirigimos a palavra.

Greve distrital e nacional: porque devemos superar o “grevismo” e o “economicismo”?

A Greve sempre foi e continuará sendo a principal arma dos trabalhadores e estudantes na luta por nossos direitos. No entanto, o sindicalismo no Brasil, sobretudo dirigido pelas forças políticas governistas (PT, PCdoB etc.), está imerso numa prática onde, ao invés do sujeito protagonista da luta ser a própria categoria em constante mobilização, esta fica secundarizada, pois submetida aos tramites parlamentares. A lógica imperante é a seguinte: a diretoria do sindicato faz apenas pressões econômicas frente ao governo e, politicamente, apoia os partidos que dizem representar os trabalhadores no parlamento. Na medida em que se ganha mais espaço parlamentar, mais o sindicato se atrela a essa prática política e passa a pressionar parlamentares, para que esses pressionem os governos, inclusive chamando voto em certos candidatos nos períodos eleitorais. É exatamente isto que há anos vemos ocorrer, seja no SINPRO, no SAE ou na CNTE.

Imediatamente, verificam-se dois problemas. Primeiro, em termos de concepção de luta, as greves não são entendidas como o enfrentamento direto da categoria contra o governo. Elas são formas de chantagear indiretamente parlamentares para que estes, por sua vez, façam pressão perante o governo. A categoria fica submetida a uma disputa que, em última instância, ela sequer poderá decidir outros rumos. Tudo é mediado entre diretoria sindical, parlamentares e governo nas limitadas mesas de “enrolação”. O “grevismo” – a simples “parada no trabalho” – não transforma o poder em potencial que existe na massa da categoria em um poder real para arrancar suas pautas do governo. A Greve deve ser usada como arma de ação direta, onde a categoria deve estar mobilizada nas ruas e locais de trabalhado, organizando seus pares para enfrentar política e materialmente o governo, e não simbólica e indiretamente. É por falta deste direcionamento que há anos, por exemplo, a diretoria do SINPRO volta a convocar os professores à greve para o governo cumprir os acordos... da greve passada. E tudo se repetirá.

O segundo problema, ligado umbilicalmente ao primeiro, é a concepção de que cabe a categoria reivindicar fundamentalmente pautas de tipo econômico, enquanto as lutas de tipo político são tratadas pelos “profissionais”: os parlamentares. É como o que ocorre com os professores temporários, utilizados em larga escala pelo GDF: sua condição precária de trabalho (instável, com menos direitos, menor salário e etc.) denuncia uma política de superexploração destes trabalhadores, e, no entanto, não é combatida com punho firme pela direção do SINPRO, que se conforta em brigar por incorporação de gratificação etc., e não questiona a superexploração em si, como deveria ser, reivindicando a efetivação destes profissionais. O resultado desta concepção é que a classe trabalhadora abandona, paulatinamente, a luta por uma concepção própria de sistema de educação e de sociedade e, banalmente, faz parecer que a “luta pela educação” se resume a luta por aumentos salariais ou planos de carreira etc. Não nos opomos a estas pautas, que fique claro. Mas ela reduz profundamente a visão da função social da educação e relega para “meia dúzia” de parlamentares e empresários decidirem a serviço de que a educação estará sujeita.

Por uma educação que se oponha à lógica do mercado: porque combater o novo PNE?

Neste momento, a CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) convoca uma paralização nacional para os dias 14, 15 e 16 de março. No DF, professores e servidores fazem assembleias com indicativo de greve. As pautas convergem, mais ou menos, entre cumprimento da Lei do Piso, plano de carreira, 1/3 da carga horária para atividades extra-classe e 10% do PIB para educação no PNE. É preciso discutir esta última pauta, pois a mesma vem sendo tratada com certo obscurantismo, como se fosse a panaceia da educação. E para discuti-la é preciso ter o entendimento do PNE como um todo, caso contrário estaremos comprando gato por lebre.

O Plano Nacional de Educação (PNE), se aprovado, vigorará por dez anos e atingirá todas as modalidades de ensino, sem exceção. Apesar de definir metas genéricas e aparentemente consensuais, como “erradicação do analfabetismo”, “universalização do atendimento escolar” e “melhoria da qualidade do ensino” etc., atraindo assim a simpatia daqueles que sinceramente já estão cansados do estado lastimo da educação no país, tais metas não revelam a essência mercadológica, privatista e precarizante do PNE como um todo, levado a cabo pela gestão de Dilma (PT/PMDB).

E é a essência, não a aparência, que deve ser observada. Se o que está em jogo é, sim, a expansão de várias modalidades de ensino, inclusive do básico, este modelo de expansão se fará através da combinação de fatores como: (i) ENXUGAMENTO CURRICULAR, vendendo o eixo genérico e restritivo “ciência, trabalho, tecnologia e cultura” como “interdisciplinaridade”. O início deste enxugamento já foi lançado através da pressão que exercem o Ensino Médio Inovador e principalmente o Novo ENEM, uma vez que a escola tende cada vez mais a treinar seus alunos para fazer provas: seja os vestibulares, que excluem boa parte dos estudantes pobres do ensino superior público, ou as que supostamente medem os índices de aprendizado, verdadeiros ranqueadores que adequam a escola à lógica industrial produtivista – ambas pretendem ser fortalecidas no novo PNE; (ii) PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO DOCENTE E DO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM, através da massificação do barato e superficial Ensino à Distância, com formação genérica aos futuros professores através de cursos de licenciatura compatíveis com o novo currículo enxugado do ensino médio; e, principalmente, (iii) POR INCENTIVOS DIRETOS E INDIRETOS À EDUCAÇÃO PRIVATIZADA.

Vale reforçar o combate a este último ponto, divisor de águas em termos de concepção de educação, pois ele é o cerne do novo PNE do governo Dilma. O incentivo à privatização ocorrerá, indiretamente, mediante (a) o aprofundamento da lógica do endividamento estudantil sob juros para cursarem em estabelecimentos privados, tal como o FIES, e, diretamente, (b) com investimento público no sistema privado, em particular o Sistema S (Sesc, Senai etc.), que gozará tanto no ensino profissional técnico, como demostra o já aprovado PRONATEC, quanto pela carta branca que terão para atuar nas escolas públicas quando do enxugamento curricular, onde se prevê trazê-los para cobrir o eixo “trabalho”, e através da educação em tempo integral, quando as atividades nos períodos adicionais serão ministradas por tais entes privados.

Não podemos nos enganar: a educação é determinada pelas condições políticas e econômicas sociais. Portanto, ao PNE pretender “preparar os estudantes para o mundo do trabalho”, está dizendo, em verdade, “prepara-nos para o mundo do capital”, sendo posteriormente absorvidos precariamente no mercado, como professores temporários, no setor informal que ocupa mais de 50% nos postos de trabalho hoje no Brasil, senão desempregados. Temos que lembrar que a educação é uma esfera de reprodução do sistema capitalista, formando e disciplinando mão de obra.

Ou seja, estamos diante de uma macro política estatal para a educação de caráter tipicamente neoliberal. Ela se insere no período histórico global que passamos, com regimes sociais da mesma ordem, onde o que deveria ser público torna-se privado; e na condição precária em que se encontra o público, o privado aparece como a panaceia, sendo as políticas de assistência do Estado vinculadas ao setor privado e setoriais, e não públicas e universais. É por isso que a defesa dos “10% do PIB para a educação”, nos marcos deste PNE, sem combater sua essência, comtemplará exatamente o sistema privado de ensino cujo financiamento já está garantido em várias estratégias deste PNE. É a própria privatização da educação que está em jogo, camaradas. E isto a gestão petista de Lula já deu provas como se faz, ultrapassando FHC ao criar condições via FIES e ProUni para que o total de matrículas no ensino superior seja hoje exorbitantemente maior no privado que no público, chegando aos 75%! O novo PNE segue o mesmo rumo. E deve ser combatido.

Construir a aliança entre estudantes e trabalhadores: abaixo a conciliação com o governo

Curioso é perceber, inicialmente, que nada está sendo dito sobre o atual corte de 1,93 bilhão na educação do governo Dilma (PT/PMDB), e nenhum alarde foi feito ano passado no corte de 3,1 bilhão, também na educação: somados chegam à 5,03 bilhões retirados da educação! Duplamente contraditório: reivindica-se os famosos “10% do PIB para a educação”, como se este fosse o grande problema do novo PNE, e não se questiona as políticas de austeridade do governo federal. Isto ocorre porque a direção do SINPRO, CNTE, SAE e CUT estão umbilicalmente ligadas ao governo petista. Chega de sindicato mendigando aos parlamentares e submetido ao governo e a partidos: sindicato é do trabalhador e é para lutar!

Estudantes e trabalhadores da educação: devemos estar unidos. Romper com o governismo que paralisa nossas entidades e o corporativismo que segrega nossa classe é o inicio da visão e da luta por uma educação não mercadológica, que tenha qualidade para a formação de sujeitos sociais emancipados, e esteja a serviço da classe trabalhadora: uma educação popular.

Por estes motivos, nós, estudantes do ensino médio, técnico e superior organizados através da Rede Estudantil Classista e Combativa – RECC, convocamos os trabalhadores em educação para uma leitura crítica e um combate tenaz ao PNE de caráter tipicamente neoliberal. Este, atingindo todos os sujeitos e todas as modalidades da educação, somente poderá ser enfrentado igualmente através da união entre estudantes, professores, servidores, terceirizados e pais, lutando através da ação direta.

BARRAR O PNE NEOLIBERAL DE DILMA/PT NAS RUAS!
VIVA A ALIANÇA ENTRE ESTUDANTES E TRABALHADORES!
CONSTRUIR A GREVE GERAL NA EDUCAÇÃO!

sexta-feira, 2 de março de 2012

DEFENDER A EDUCAÇÃO PÚBLICA CONTRA A PRECARIZAÇÃO E PRIVATIZAÇÃO





 * Panfleto distribuido no dia 01.03.12 aos trabalhadores em educação presentes no ato convocado pelo SAE-DF (Sindicato dos Auxiliares em Educação) em Brasília.




Estamos em um período ímpar para a educação a nível nacional. Por um lado, uma série de mobilizações, greves e atos dos trabalhadores em educação; por outro, principalmente, a audaciosa proposta do governo de aprovar o novo Plano Nacional de Educação (PNE) que vigorará por dez anos e atingirá todas as modalidades de ensino. Mas com o foco privilegiado na educação em geral, torna-se necessário aproximarmos nossa lente no caráter destas políticas em específico, a fim de não comprarmos gato por lebre.

É preciso insistir na discussão sobre o novo PNE, e não se deixar enganar pelas falsas polarizações daqueles que discordam somente sobre temas secundários à característica central deste Plano. As metas genéricas e aparentemente consensuais do PNE, como “erradicação do analfabetismo”, “universalização do atendimento escolar” e “melhoria da qualidade do ensino” etc., apesar de atrair imediatamente com bons olhos aqueles que sinceramente já estão cansados do estado lastimo da educação no país, não revelam a essência mercadológica, privatista e precarizante do PNE como um todo, levado a cabo pela gestão de Dilma/PT.

Essência, e não aparência, deve ser observada. Por exemplo, se o que está em jogo é, sim, a expansão de várias modalidades de ensino, inclusive do básico, esta se fará através da combinação de fatores como (i) enxugamento curricular, vendendo o eixo genérico e restritivo “ciência, trabalho, tecnologia e cultura” como “interdisciplinaridade”; (ii) precarização do trabalho docente, através da supervalorização do barato e superficial Ensino à Distância, com formação similar aos futuros professores através de licenciaturas genéricas, tal como demandará o currículo no ensino médio;  e, principalmente, (iii) por  incentivos diretos e indiretos à  educação privatizada.

Vale reforçar o combate a este último ponto, divisor de águas em termos de concepção de educação, justamente pois é o cerne do PNE. O incentivo à privatização ocorrerá mediante (a) o aprofundamento da lógica do endividamento estudantil sob juros para cursar em estabelecimentos privados, tal como o FIES, e (b) com investimento público no sistema privado, em particular o Sistema S (Sesc, Senai etc.), que gozará tanto no ensino técnico, como demostra o já aprovado PRONATEC e o antigo ProUNI, quanto pela carta branca que terão para atuar nas escolas quando do enxugamento curricular e através da educação em tempo integral, quando as atividades adicionais serão ministradas por tais entes privados.

Por estes motivos, nós, estudantes do ensino médio, técnico e superior organizados através da Rede Estudantil Classista e Combativa – RECC, convocamos os trabalhadores em educação para uma leitura crítica e um combate tenaz ao PNE de caráter tipicamente neoliberal. Este, atingindo todos os sujeitos e todas as modalidades da educação, somente poderá ser enfrentado igualmente através da união entre estudantes, professores, servidores, terceirizados e pais, lutando através da ação direta.

BARRAR O PNE NEOLIBERAL DE DILMA/PT NAS RUAS!
VIVA A ALIANÇA ENTRE ESTUDANTES E TRABALHADORES!
CONSTRUIR A GREVE GERAL NA EDUCAÇÃO!

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Informes secundaristas


CEM 01 DE SOBRADINHO: Organizar a luta e mobilização estudantil!


Desde sua eleição que ocorreu no dia 13 de maio, a gestão E.R.U.S do Grêmio do CEM 01 de Sobradinho vem demonstrando que não será uma ferramenta de luta dos estudantes. Nem mesmo demandas de mais urgência do colégio, cujo algumas em suas reivindicações seriam prioridade (papel higiênico, abertura dos laboratórios, volta do antigo ponto a ponto, etc.) não foram sequer levadas para debates mais amplos com os estudantes.

Para além destas reivindicações imediatas, devemos entender o porquê desse descaso com a mobilização estudantil por parte do Grêmio do CEM 01 de Sobradinho. Mesmo sendo uma chapa que se dizia “apartidária” durante o período eleitoral, em sua primeira atuação vimos propagandas da chapa homenageando o deputado Raad (DEM), que, fora o fato de estar envolvido em inquérito por sua campanha política, compõe um partido direitista que defende os programas de privatização da educação. Este fato revela os laços políticos que mantém este Grêmio, buscando utilizar uma entidade estudantil como palanque de políticos contrários a educação pública de qualidade. Seguindo esta linha, o mais perto de “atuação” foram as festas e gincanas organizadas por eles e patrocinadas por empresas.


[Estudantes chilenos enfrentam as forças policiais pela educação pública]


Enquanto isso os alunos do Centro de Ensino Médio 01 de Sobradinho continuam pagando caro por apostilas, a quadra foi “maquiada” para parecer reformada (o grêmio não se posicionou contra tal enganação), os alunos da tarde tiveram que pagar 40 reais por materiais de proteção para fazerem aula no laboratório de química, que está sem estrutura necessária. Alem disso, os bravos estudantes que compunham a Oposição CEI (Combativa Estudantil e Independente), único grupo na escola que realmente buscava lutar pelos interesses estudantis, foram perseguidos pela direção da escola e pelo Grêmio. Os membros da Oposição CEI foram diversas vezes encaminhados para a diretoria sofrendo ameaças, levando advertências, proibindo a colagem de cartazes, etc.

Portanto, é importante que os estudantes do CEM 01 retomem o Grêmio Estudantil para a Luta e para a Mobilização, pois o Grêmio não deve ser um espaço para palanque eleitoreiro, para fazer unicamente festas, ou servir aos interesses da diretoria da escola. É necessário que os estudantes se fortifiquem em uma Oposição ao atual grêmio, convoquem assembléias gerais para debater suas reivindicações, se aliem às outras escolas servindo como impulsionadores do movimento estudantil, e definitivamente escolham a luta por uma educação popular como a orientação para garantir nossa vitória!


LUTAR PARA ESTUDAR! ESTUDAR PARA LUTAR!

POR UMA EDUCAÇÃO POPULAR, GRATUITA E DE QUALIDADE!

LEVANTAR EM REBELIÃO OS ESTUDANTES DO DF E ENTORNO!

terça-feira, 26 de julho de 2011

Transformar a Luta pela libação no vestibular do meio do ano na Luta pelo Acesso Livre e Universal às Universidades Públicas!


Panfleto do Grupo de Trabalho Secundarista da RECC-DF distribuido no ato da pelega UBES em função da lei que proibe estudantes secundaristas adentrarem a UnB durante o vestibular do meio do ano pois proibe as escolas emitirem certificado de conclusão do ensino médio. Mais uma manobra das escolas particulares para obrigarem seus alunos a pagarem as altas mensalidades até o fim do ano! Mas as piores consequencias recaem aos estudantes das públicas, dado a grande dificuldade de acesso às universidades públicas em virtude da elitização advindo do sistema de excluão - o vestibular - e a disparidade de ensino oferecido entre as particulares e públicas, obviamente privilegiando as primeiras, verdadeiros mercados pré-vestibulares!


Abaixo a privatização da educação!
Nem ENEM, nem Vestibular: ACESSO LIVRE JÁ!

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Resoluções da Plenária Secundarista no Distrito Federal – Abril de 2011



Presentes: Grêmios do Cean, Oposição CEI ao Grêmio Cem 01 de Sobradinho, Estudantes do Colégio Master (São Sebastião) e Colégio São Frascisco (São Sebastião), Oposição CCI ao DCE-UnB.



No dia 2 de Abril de 2011 ocorreu no Distrito Federal a Plenária Secundarista da RECC. Tal plenária foi realizada na ocasião da Semana Nacional Classista e Combativa (SNCC), evento que promoveu entre os dias 28 de março ao dia 4 de abril uma série de mobilizações combativas estudantis e proletárias em várias regiões brasileiras (Centro-Oeste, Nordeste, Sudeste e Sul).

A plenária dentro da proposta da SNCC reafirmou a luta histórica dos estudantes brasileiros pelo acesso livre do povo as universidades, discutiu o passe-livre atualmente implementado no DF e a situação decadente dos transportes, realizou a análise conjuntural dos ataques neoliberais à educação, assim como, relembrou os lutadores que deram a vida por uma educação a serviço dos trabalhadores.

Além disso, a plenária foi responsável por rearticular os setores combativos do movimento secundarista do DF, apontando a construção de uma série de lutas e campanhas a serem organizadas pelo GT secundarista que já conta com estudantes das quatro escolas que participaram da plenária (Grêmio do CEAN, Oposição CEI – Cem 01 de Sobradinho, Máster - São Sebastião e Colégio São Francisco - São Sebastião).



1- Conjuntura


a) Brasil e Mundo:


O ano 2011 se inicia trágico para os trabalhadores e estudantes brasileiros e do Mundo. Em todo globo os Governos e a Burguesia Internacional anunciam cortes aos direitos trabalhistas, alta nos preços dos alimentos e repressão sobre a resistência dos trabalhadores. Ao mesmo tempo concedem isenções fiscais as empresas, repasses milionários de verbas aos bancos, tudo isso para supostamente “salvar” a economia da crise. Num jogo onde só os ricos saem ganhando. Mas os trabalhadores e estudantes vêm impondo uma dura resistência, milhares de estudantes ocupam órgãos do governo e as escolas na Europa e na América Latina. Os trabalhadores organizam lutas de rua e greves gerais na França, Grécia e Portugal. Na África a rebelião derrubou governos e uma intervenção imperialista leva ao início de uma guerra no continente.

O anuncio por parte do Governo Dilma – PT do corte de 50 bilhões ao orçamento público (o maior corte orçamentário da história do Brasil) também se inclui no quadro exposto acima. Este é um dos maiores ataques dos últimos anos aos trabalhadores brasileiros atingindo a educação, a saúde, dentre diversos outros setores dos serviços públicos do qual a maior parte do povo trabalhador depende para sobreviver. A educação é o setor que sofreu o terceiro maior corte, 3,1 bilhões, o que significará o aumento da precarização do ensino superior, fundamental e médio. Com esta medida as universidade terão 10 % de sua verbas cortadas, a UnB perderá este ano 13 milhões de reais. As escolas de ensino médio também serão atingidas.

Neste contexto a UNE (União Nacional dos Estudantes) e a UBES (União Brasileira de Estudantes Secundaristas) tentam administrar de um lado o seu papel subserviente ao Estado governado pelo PT e de outro a indignação da base estudantil contra os cortes, se dizendo contra os cortes, mas sem apontar os seus responsáveis (Dilma, Burguesia nacional e internacional), não construindo uma luta conseqüente, buscando não entrar em choques com o governo o qual eles (une e ubes) ajudaram a eleger.

Estes ataques frutos da política neoliberal do Governo Lula-Dilma assolam a educação como um todo, e só podem ser combatidos por uma mobilização conjunta dos estudantes, professores e servidores visando à construção de uma greve geral na educação, nosso meio mais eficiente de barrar estas medidas. Deste modo, também devemos organizar esta luta por fora das entidades vendidas ao governo como a UNE e a UBES, pois elas só nos levarão a traição e a derrota.


b) Distrito Federal:


No DF o ano de 2010 é marcado pelo fim do Governo Arruda-DEM (2006-2010), responsável por uma política de ataques e privatização a educação (fim do noturno nas escolas, retirada de professores de artes, gestão compartilhada, fechamento de laboratórios, telecurso, ensino médio inovador etc.), pelos escândalos de corrupção que assolaram toda a cúpula do governo (DEM, PMDB, PSB) inclusive levando a queda do secretário de educação do DF José Valente e do governador Arruda.

Em 2011 Agnelo e o PT, que capitalizaram de forma oportunista o Movimento Fora Arruda, sobem ao palácio do buriti coligados com os mesmos partidos que formavam a antiga cúpula do governo (como por exemplo, o PMBD e o PSB). A política do novo governo local já se encontra em sintonia com o Governo Federal, impondo uma política de arrocho e corte de gastos nos serviços públicos (como no caso da greve do metrô e da paralisação dos professores neste ano).

As entidades estudantis secundaristas do DF, UBES e UMESB (União Metropolitana dos Estudantes Secundaristas de Brasília), se encontram nas mãos de máfias/setores da direita como a UMESB (PMDB/PDT) ou nas mãos dos governistas da UJS (União da Juventude Socialista ligada ao PC do B) como a UBES. Como pode ser visto ambas são dirigidos por partidos degenerados reformistas ou burgueses que se encontram intimamente relacionados com a cúpula do governo Agnelo.



2- Aprofundando Reivindicações:


a) Acesso Livre:


A reivindicação do acesso livre do povo as universidade é uma reivindicação histórica do Movimento Estudantil. Na década de 1960 estudantes de Brasília, da América Latina e Europa se levantaram contra a elitização das universidades e pelo fim das barreiras que excluíam a grande massa dos trabalhadores do ensino superior. Uma medida nesta luta foi a defesa do fim do vestibular, aliada a ela estava a reivindicação de mais verbas para a educação e estatização das universidades.

A plenária entendeu que a garantia integral do direito a educação dentre eles o ensino fundamental, médio e superior aos trabalhadores é ainda uma luta central na atualidade. Por isso reafirmamos a Luta pelo Fim do Vestibular. Países como Argentina, México e França, que não possuem vestibular, nos provam que outros modelos de educação são possíveis, ainda que não concordemos com todos os elementos destes modelos.

Mas não basta apenas acabar com o vestibular é necessário implementar uma política de ampliação com qualidade, com investimentos maciços em infra-estrutura e pessoal, além disso, nossa luta deve se orientar para garantir não só o acesso como o controle da universidade pela classe trabalhadora.


b) Transportes:


A luta pelo acesso a educação diz respeito diretamente aos sistemas de transportes públicos. No DF os estudantes possuem o “passe-preso” no qual possuem gratuidade para ir para a escola mas não para eventos culturais, bibliotecas etc, que são extremamente concentrados no centro. Os desempregados também não possuem passe-livre. No modelo atual o passe é pago inteiramente pelo governo para as empresas (verificar situação atual) o que significa lucro dobrado para as empresas. É um modelo de passe livre marcado por problemáticas e burocracia, lutamos pelo verdadeiro passe livre dos estudantes, ou seja gratuito para as escolas e atividades culturais, para desempregados, custeados por quem lucra (os empresários) ou em outro caso pela estatização.

Solidarizamos-nos também as rebeliões, violentas ou não, do povo trabalhador nas periferias e do entorno do DF. Trata-se de um luta justa por melhores condições de vida (nisso se inclui o transporte) que deve ser apoiada se possível diretamente pelos militantes da RECC.



3- Organizar a Luta!:


A luta contra os cortes no orçamento público e por uma Educação Popular exige o rompimento da fragmentação que atualmente vive o movimento secundarista do DF. Tal isolamento dos grêmios nos conduz a derrota ou a cooptação pelo governo/entidades mafiosas. Por isso precisamos construir os grêmios estudantis de luta em cada escola e unificá-los em uma mesma coordenação independente para defender através da ação direta (manifestações de rua e ocupações) nossas justas reivindicações.

No intuito de romper essas barreiras a RECC convocou os secundaristas a se unir e organizar. No CEAN, colégio o qual mantemos atuação histórica a cerca de 7 anos, houve eleições para grêmio e venceu a chapa da gestão anterior por re-eleição, mantendo o contato próximo a RECC a disposição para a luta. No Cem 01 de sobradinho abriu-se um processo de perseguição a Oposição CEI/RECC após o piquete que realizamos na porta da escola pela SNCC. Membros do Grêmio da Escola Técnica de Brasília (ETB) e estudantes do CEMSO declaram apoio a RECC e se unem a luta.

Diante deste processo de reorganização faz-se positivo recordar o ano de 2008 quando os estudantes secundaristas de Brasília organizaram uma coordenação combativa de estudantes que chegou a reunir grêmios e oposições de 5 escolas do DF (CEAN, CEMSO, Elefante Branco, Cem 01 de Brazlândia e CESAS), a qual organizou a ocupação da regional de ensino dentre outros protestos, organizou seminários, produziu dois números do Jornal Combate Estudantil e um blog.

A RECC-DF teve como berço esta iniciativa em 2008 e a reivindica como uma experiência a ser retomada e superada pelos secundaristas hoje. A plenária que compreende o papel de extrema importância do movimento secundarista para as lutas deliberou:


a) Campanhas:

  • Campanha de propaganda contra a perseguição política, pela livre expressão e organização dos estudantes (em particular no CEM 01 de sobradinho);
  • Campanha contra o corte de 3,1 bilhões na educação
  • Campanha contra a UBES/UMESB e pela construção de Grêmios Combativos ligados a RECC.
  • Eleições do Grêmio do cem 01 de Sobradinho
  • Eleições do Grêmio da ETB;


b) Protesto:

  • Organizar bloco combativo no protesto contra os cortes na educação. Dia 13. No MEC.

c) Organização:

  • Retomar o boletim Combate Estudantil como ferramenta de propaganda de luta e interligação entre as escolas;
  • Dinamizar o blog como ferramenta do Movimento Secundarista.
  • Criar representação secundarista no GT Secundarista da RECC: CEAN - ; CEM 01 - ; Máster - ; São Francisco -.
  • Nas escolas: devemos fortalecer os Grêmios e sua ligação com os estudantes: 1) garantir as assembléias como órgão deliberativo regular; 2) Fazer das diretorias órgãos colegiados e criar GT´s abertos (com membros eleitos em assembléia) para agregar militância; 3) criar Coordenações de Luta Estudantis Regionais (de âmbito municipal ou metropolitano), plenária de delegados eleitos nas assembléias nas escolas e uma comissão executiva colegiada.

d) Propaganda:


  • Reformular o panfleto “ Construir Grêmios Independentes”;
  • Distribuição prioritária das cartilhas e do Avante: CEAN, CEM 01, Máster, S.Francisco, ETB, CEMSO.
  • Manter propaganda no Gama e na Ceilândia;

e) Pautas de reivindicação:

  • Foi lida a carta de reivindicações de 10 pontos;
  • Foi sugerido dividir as pautas de reivindicação em 4 eixos: 1- liberdade de expressão; 2- transporte; 3 democratização; 4- cortes orçamentários;
  • Acrescentar o mote: nem enem nem vestibular acesso livre já;
  • Acrescentar na pauta do passe livre: para desempregados e renovação da frota.
  • Pauta contra o corte orçamentário de 3,1 bilhões para educação.



Edson Luís: Não esquecemos nem perdoamos!

Abaixo UBES e UMESB traidoras!


Construir Grêmios de Luta!

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Manifestações contra o corte de 3 bi na educação!


Durante os dias 12 e 13 de abril duas manifestações estudantis na capital federal denunciaram o corte de 3,1 bilhões na educação feito pelo Governo Dilma/PT. Cada uma delas possuiu um caráter diferenciado: uma mobilizando os estudantes de forma combativa e a outra demonstrando o caminho da conciliação e das falidas mesas de enrrolação com o Governo.

A manifestação do dia 12 de abril, organizada pelo Grêmio Estudantil do CEAN e apoiada pela Rede Estudantil Classista e Combativa – RECC, teve como método central a ocupação de ruas, chegando a fechar durante quase todo o ato um sentido inteiro da L2 norte. O ato que começou no CEAN, foi em marcha até o colégio Paulo Freire, onde dezenas de estudantes se incorporaram a luta. Os estudantes espontaneamente montaram barricadas improvisadas com pedaços de galhos de árvores derrubados pelas chuvas, reforçando o controle sobre a rua e impedindo que os carros passassem ou que a polícia os tirasse, gritando: “Não, não, não nos moverão!”.

Já na manifestação do dia 13 de abril, na esplanada dos ministérios, apesar de aglomerar cerca de 400 estudantes, inclusive de outros estados do país, esta perdeu seu potencial de luta. A direção do ato (PSTU, PSOL e PT) colocou a centralidade da manifestação em uma mesa de negociação com o secretário adjunto do MEC, que além de não obter resultados concretos apenas causou o esvaziamento do ato. Os estudantes organizados na RECC, camaradas do Grêmio do CEAN, estudantes do CEM 01 de Sobradinho, do colégio Setor Oeste e outros apoiadores formaram um bloco combativo neste ato. Este bloco denunciou a política neoliberal do Governo Dilma/PT, a falência da U.N.E. e da U.B.E.S. (entidades governistas) para organizar a luta, apontando o caminho da ação direta estudantil-proletária, a revolta das massas trabalhadoras, como único meio para arrancar do Governo e da Burguesia nossas demandas e reivindicações.

ABAIXO O CORTE DE 3,1 BILHÕES NA EDUCAÇÃO!
AVANTE JUVENTUDE! A LUTA É QUE MUDA O RESTO SÓ ILUDE!
CONSTRUIR A GREVE GERAL!




FOTOS DO ATO DO DIA 12 NA L2 NORTE:


Saindo do CEAN



Convocando os estudantes do colégio Paulo Freire



Interditando com barricadas os dois sentidos da L2 norte

Militante da UJS/UBES retirando as barricadas postas pelos estudantes

Militante da UJS/UBES realizando seu trabalho de desobstrução da via junto com a PM







ATO DO DIA 13 NA ESPLANADA:











Militante da RECC denuncia a mesa de negociação e convoca os estudantes para a ação direta


Aos gritos de "queima, queima" militantes da RECC tocam fogo da bandeira da UNE, capacha do governo!

E não faltou a queima da bandeira do PT, contrariando o pedido da direção do ato para não romper a "unidade".



Bloco combativo realizando balanço da luta ao fim do ato



CONTRA O CORTE NA EDUCAÇÃO
OS ESTUDANTES VÃO FAZER REBELIÃO!



terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Aumento salarial dos parlamentares: um roubo ao povo!


VIVA A LUTA DOS TRABALHADORES E ESTUDANTES!

domingo, 28 de novembro de 2010

Pela solidariedade de classe em defesa do professor Marcléo


O professor Marcléo Rosséli é conhecido por sua longa e enérgica trajetória de lutas em prol das causas populares e do seu ativismo em defesa de EDUCAÇÃO E SERVIÇOS PÚBLICAS, DEMOCRATICOS E DE QUALIDADE. O companheiro é membro fundador da Conlutas- DFE. Por empregar uma pedagogia progressista nas escolas públicas que trabalhou, ter denunciado irregularidades e abusos de autoridade das gestões da administração pública onde passou, por ter atuado enquanto oposição às burocracias sindicais Cutistas, o companheiro vem sofrendo sistematicamente perseguições políticas, assédio moral e estigmatização social, sem contar as calúnias, salários cortados, tranferencias arbitrarias de locais de trabalho, rebaixamento em suas notas de estágio probatório, processos administrativos de demissão sem direito a defesa, adoecimento de sua saúde e precariedades financeiras, entre outros flagrantes abusos.

Aprovado em concurso público para a Fundação Educacional do DF na década de 90 foi injustamente demitido no período de seu estágio probatório através de um processo administrativo recheado de vícios e ilegalidades durante a gestão de Roriz e Eurides Brito (a mesma que foi filmada no escândalo do mensalão do DEM-DF, conhecida pelo seu autoritarismo e abuso enquanto Secretaria de Educação). Durante a gestão de Cristovam Buarque foi formada uma comissão revisora do seu processo contando com membros do Simpro-DF. Porém, por fazer parte do bloco de oposição ao sindicalismo pelego, foram retiradas as questões mais graves e absurdas na tentativa de dar legalidade e legitimidade ao processo, mantendo a maior penalidade: demissão do serviço público ao professor. Sendo de origem humilde e sem maiores recursos ou apoios, o companheiro ainda não conseguiu sua reintegração e reabilitação.

Em março de 2004, o companheiro Marcléo prestou novo concurso para docente em Valparaíso de Goiás. Por manter sua postura de militante, ter liderando a mais longas greves da categoria, ter lutado juntamente com à comunidade pela retirada de um lixão da cidade, estar a frente da campanha vitoriosa pelo não fechamento do EJA(Educação de Jovens e Adultos), entre outras diversas ações, foi novamente perseguido pelo governo e pelos burocratas do sindicato local, ligados a CUT e ao PT.

A partir da urgente necessidade de defesa do companheiro foi formada, em 2010, a Comissão de Combate ao Assédio moral e à Criminalização dos Movimentos Sociais e seus Militantes DF/Entorno, composta por sindicatos, organizações do movimento estudantil e popular e independentes (tais como SINDÁGUA-DF, SINDICAL, UNIPA, RECC E SINDMETRÔ- GESTÃO 2008/2010). Devido a tudo isso faz-se necessário que a classe trabalhadora reaja aos ataques da burguesia e da burocracia sindical eleitoreira, na solidariedade àqueles perseguidos políticos. Devemos partir do justo e valoroso principio de que: mexer com um trabalhador é mexer com toda nossa classe!



Reagir aos ataques da burguesia, do Estado e das burocracias sindicais!
Contra atacar em defesa dos trabalhadores!


sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Cartilha de Grêmios da RECC: Mais um passo para a organização e luta dos secundaristas.



RECC-Brasil lança uma cartilha nacional para contribuir política e organizativamente com a luta dos estudantes secundaristas.



Durante esse 1º e início de 2º semestre de 2010 foi produzida, por uma comissão de militantes secundaristas e universitários, a Cartilha Nacional da RECC: “Construir um Grêmio Estudantil de Luta”. Tal documento tem como fundamento principal estar servindo de base de apoio teórico-organizativo para a formação de grêmios estudantis nas escolas, e mais do que isso, estar delimitando uma direção política combativa, classista e democrática para a luta dos secundaristas.

Num momento de baixo grau organizativo e da quase paralização em certas lutas das massas estudantis e proletárias no Brasil, são muito importantes documentos orientadores como esse para não deixar bons companheiros “perdidos”. Muitos estudantes secundaristas que se interessam e compreendem a necessidade de combatemros as ofensivas dos governos, do Estado e dos capitalistas ao ensino, muitas vezes não encontram nem um ambiente nem situações favoráveis para se organizar. Alguns sintomas, comuns em várias localidades do Brasil, expressam uma hegemonia ideológica e material que a sociedade de consumo, a indústria cultural, a repressão policial, enfim, que o sistema capitalista impoe sobre os estudantes. Esse sintomas são: a extrema despolitização e desinteresse; o receio de represálias da diretoria e da polícia quando partimos para a luta direta (quando fazemos greve, ocupamops ruas e órgãos públicos); a noção de que Grêmio Estudantil é um braço das diretorias, um mero organizador de festas, algo como a Malhação/Rede Globo gostam de deturpar; a crença de que é o Estado e os partidos eleitoreiros, através do nosso voto, que defenderão nossa educação, quando na verdade somente os próprios estudantes organizados, aliados aos trabalhadores (professores, servidores de nossas escolas, rodoviários etc), poderão levar para frente a defesa e a conquista de nossas reais necessidades.

Dessa forma, incentivamos os estudantes sérios e honestos a romperem com estes paradigmas, e se esforçarem para se organizar coletivamente em suas escolas, seja através do Grêmio, Oposições ou Coletivos de Luta. Apontamos como princípios fundamentais dessa luta a ação direta (as ações realizadas única e exclusivamente através da força estudantil, recusando que terceiros intermediem nossos interesses), da democracia de base (criar e valorizar os espaços de discussão e deliberação onde todos os estudantes da escola tenha direito a voz e a voto, sendo estes os espaços soberanos, como assembléias, e intermediários, como conselho de representantes de turma, por exemplo), do anti-governismo (manter a completa independência do movimento estudantil frente ao Estado comandado por Lula e Dilma, e de partidos governistas como o PT e o PCdoB), o anti-reformismo (não utilizar a democracia burguesa - as eleições, câmaras, partidos eleitoreiros etc - como suposta arma de nossa luta, pois isto apenas nos desvia de nossos objetivos políticos e organizativos a curto e longo prazo) e o classismo (pois entendemos os estudantes como uma fração da classe trabalhadora, e devemos portanto estar aliados ás organizações de nossa classe - como sindicatos, movimentos camponeses, de desempregados etc).

Para combater a ofensiva neoliberal que, mais do que nunca, avança precarizando as escolas públicas, é fundamental ter organismos estudantis fortes e com uma justa direção para as lutas. Para piorar a situação, vemos estudantes entre nós que também são prejudiciais a esta luta. Os governistas da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES), principalmente, só utilizam os estudantes como massas de manobra para aprovarem leis, emendas e projetos de deputados e parlamentares de seus partidos, utilizando as escolas como currais eleitorais (do PT, PCdoB etc) ou empresariais (com a máfia das carteirinhas). Estas entidades com rabo preso com os governos só fazem atrapalhar nossas lutas mais imediatas e também a longo prazo. não organizam nem politizam os estudantes! Elas devem, portanto, ser rechaçadas.


Combater a UBES pelega e desenvolver a organização e a luta dos grêmios estudantis é condição essencial para conquista de uma educação popular.



Criar o poder estudantil através de cada sala de aula, cada escola e cidade! Construir um Movimento Estudantil Secundarista Nacional Classista e Combativo Pela Base!

Organizar para Lutar!
Lutar para organizar!