
O empenho de organização estudantil desde as mais baixas séries, apesar de representar uma experiência bastante singular em Brasília (ou no Brasil), e por isso apresentar suas difildades, possui grande potencialidade. Esta potência surgue de um ímpeto, um instinto ainda que difuso por parte da juventude das periferias candangas de reação diante das condições de vida em geral e de sua escola em particular, notadamente precárias. É assim que a organização da parcela mais jovem das classes proletárias se faz fundamental: para reagir e lutar por nossos direitos mais elementares contra a voracidade do capitalismo, acumulando forças e aprendizado, de geração à geração, para fazer frente ao capital que, no âmbito da educação, pretende submeter a maior parcela dos estudantes de escolas públicas à "formações" unicamente para servir às fileiras do desemprego ou aos trabalhos precários no futuro. Devemos negar a prática "eleitoralista" das correntes políticas que aparecem nas escolas somente de 4 em 4 anos para discutir o "voto consciente" ou a prática oportunista que apenas utiliza o movimento estudantil secundarista como "pólvora de canhão" ou "massa de manobra" para fazer volume esporadiamente em manifestações mas que não acreditam no potencial criativo e organizativo dos estudantes proletários mais jovens.
VIVA O MOVIMENTO ESTUDANTIL SECUNDARISTA COMBATIVO!
VIVA A CHAPA CARLOS MARIGHELLA!