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quinta-feira, 14 de abril de 2011

Manifestações contra o corte de 3 bi na educação!


Durante os dias 12 e 13 de abril duas manifestações estudantis na capital federal denunciaram o corte de 3,1 bilhões na educação feito pelo Governo Dilma/PT. Cada uma delas possuiu um caráter diferenciado: uma mobilizando os estudantes de forma combativa e a outra demonstrando o caminho da conciliação e das falidas mesas de enrrolação com o Governo.

A manifestação do dia 12 de abril, organizada pelo Grêmio Estudantil do CEAN e apoiada pela Rede Estudantil Classista e Combativa – RECC, teve como método central a ocupação de ruas, chegando a fechar durante quase todo o ato um sentido inteiro da L2 norte. O ato que começou no CEAN, foi em marcha até o colégio Paulo Freire, onde dezenas de estudantes se incorporaram a luta. Os estudantes espontaneamente montaram barricadas improvisadas com pedaços de galhos de árvores derrubados pelas chuvas, reforçando o controle sobre a rua e impedindo que os carros passassem ou que a polícia os tirasse, gritando: “Não, não, não nos moverão!”.

Já na manifestação do dia 13 de abril, na esplanada dos ministérios, apesar de aglomerar cerca de 400 estudantes, inclusive de outros estados do país, esta perdeu seu potencial de luta. A direção do ato (PSTU, PSOL e PT) colocou a centralidade da manifestação em uma mesa de negociação com o secretário adjunto do MEC, que além de não obter resultados concretos apenas causou o esvaziamento do ato. Os estudantes organizados na RECC, camaradas do Grêmio do CEAN, estudantes do CEM 01 de Sobradinho, do colégio Setor Oeste e outros apoiadores formaram um bloco combativo neste ato. Este bloco denunciou a política neoliberal do Governo Dilma/PT, a falência da U.N.E. e da U.B.E.S. (entidades governistas) para organizar a luta, apontando o caminho da ação direta estudantil-proletária, a revolta das massas trabalhadoras, como único meio para arrancar do Governo e da Burguesia nossas demandas e reivindicações.

ABAIXO O CORTE DE 3,1 BILHÕES NA EDUCAÇÃO!
AVANTE JUVENTUDE! A LUTA É QUE MUDA O RESTO SÓ ILUDE!
CONSTRUIR A GREVE GERAL!




FOTOS DO ATO DO DIA 12 NA L2 NORTE:


Saindo do CEAN



Convocando os estudantes do colégio Paulo Freire



Interditando com barricadas os dois sentidos da L2 norte

Militante da UJS/UBES retirando as barricadas postas pelos estudantes

Militante da UJS/UBES realizando seu trabalho de desobstrução da via junto com a PM







ATO DO DIA 13 NA ESPLANADA:











Militante da RECC denuncia a mesa de negociação e convoca os estudantes para a ação direta


Aos gritos de "queima, queima" militantes da RECC tocam fogo da bandeira da UNE, capacha do governo!

E não faltou a queima da bandeira do PT, contrariando o pedido da direção do ato para não romper a "unidade".



Bloco combativo realizando balanço da luta ao fim do ato



CONTRA O CORTE NA EDUCAÇÃO
OS ESTUDANTES VÃO FAZER REBELIÃO!



terça-feira, 22 de março de 2011

Banco Mundial, reformas educacionais e resistência estudantil


Ultimamente, estudantes de vários países vão às ruas protestar contra a péssima situação em que se encontram as escolas e universidades, assim como as medidas abusivas dos governos. Aqui no Brasil, mesmo o governo petista anunciando grandes melhorias para a educação, também os/as estudantes percebem o quanto uma educação de qualidade está cada vez mais difícil: as escolas públicas caindo aos pedaços, as privadas lucrando em cima dos/as alunos/as que tem que se virar para pagar as altas mensalidades, sem falar nas condições de vida transporte, saúde, moradia) cada vez mais privatizadas e caras (e piores!). Mas, o que há de comum nisso tudo? Por que, da mesma forma que aqui, o governo da Inglaterra cobra dos estudantes bolsas para ensino superior em vez de garantir acesso público e gratuito para quem quer estudar? Por que sai governo e entra governo e as verbas para educação continuam as mesmas e a educação nunca melhora?

Para responder essas perguntas temos que observar quem está por trás dessa precarização da educação que impossibilita o povo ter uma escola de qualidade, pleno acesso ao ensino superior público. Além disso, ver como funciona o capitalismo e o Estado nesse período histórico mundialmente.


Capitalismo e Imperialismo na 'era neoliberal': as classes dominantes e seus instrumentos de exploração e dominação

O capitalismo é um sistema desigual que explora as massas trabalhadoras do mundo todo em busca de acumulação que só as classes dominantes tem acesso. Para manter essa exploração econômica, de roubo do fruto do trabalho coletivo pelos capitalistas, as classes dominantes se organizam num Estado: parlamento, forças armadas, tribunais, prisões etc. O Estado capitalista, chamado pela burguesia de Estado democrático de direito (só se for para os ricos!) nada mais é que um “balcão de negócios da burguesia” como dizia Marx. O Estado representa os interesses econômicos e políticos das classes dominantes e oprime o povo quando este se rebela de sua condição.

Porém, com a organização e luta das classes trabalhadoras, estas conseguiram durante a história arrancar diversos direitos do Estado, obrigando-o a dar serviços públicos básicos (inclusive educação pública e gratuita de mínima qualidade). Alguns países em que os Estados forneciam alguns direitos aos trabalhadores chamaram-se de Estado de “bem estar” social. Mas essas “melhorias” nunca chegaram a todos os países, muito menos rompiam com a lógica capitalista: assim que as crises ameaçaram a acumulação dos capitalistas, toda essa estrutura se desfez e uma nova ofensiva contra os/as trabalhadores/as foi realizada.

Neoliberalismo é o nome dado a esse período que vivemos em que os direitos trabalhistas são derrubados e todos os serviços básicos vão para a esfera do mercado. O neoliberalismo se aplica na prática nas reformas neoliberais, dentre elas reformas educacionais que privatizam e precarizam a educação pública a favor das classes dominantes.

Sendo o capitalismo um sistema internacional, as classes dominantes, para continuar sua hegemonia possuem órgãos com fachadas democráticas e pacificadoras ditos multinaterais que coordenam as reformas ou intervenções nos diversos países para que permaneça a ordem e o próprio capitalismo. Existem também países capitalistas desenvolvidos que controlam e dominam cultural, financeira e politicamente (quando necessário militarmente) os países mais pobres. Tudo isso para que as massas não ameacem o sistema capitalista e para que os grandes continuem lucrando.


Banco Mundial e educação: as reformas educacionais governamentais e suas origens

(Foto: Estudantes italianos protestam contra o corte de verba na educação, final de 2008)


O Banco Mundial é um desses organismos a serviço do imperialismo que dita regras de como as coisas devem ser, dentre elas na educação (quanto se gastar em educação, em que, como, por que, pra quem a educação deve servir etc.). Os governos de diversos países, sendo eles de “esquerda” ou de direita, acatam essas regras e aplicam reformas para tudo se adeque em troca de empréstimos que financiarão (ao mesmo tempo que encherão o bolso dos burgueses) as modificações necessárias para o capital.

As atuais reformas educacionais aplicadas principalmente no ensino superior do mundo todo tem sua origem no Banco Mundial que representa a burguesia imperialista e servem para desmontar o Estado de “bem estar” e aplicar o neoliberalismo. Mesmo estas reformas tendo aparências de “democráticas”, “feitas para o povo”, “para diminuir a desigualdade” são medidas autoritárias que se opõem aos interesses do povo, já que serve ao lucro dos empresários e às necessidades do capital para que este mantenha seu domínio político e econômico. Por exemplo, a Reforma Universitária - REUNI, implementada pelo governo Lula, que destina verbas para a expansão caótica das universidades, criando cursos de pequena duração, turmas infladas de 150 estudantes, entre outras formas de sucateamento dentro da universidade pública. Além disso, essas reformas geralmente também vem em formas de bolsas/empréstimos a estudantes de baixa renda nas faculdades privadas, ou seja, repassa o dinheiro do Estado para os privatizadores da educação, donos das faculdades em que o diploma é praticamente vendido. Detalhe: se a universidade se nega a aderir ao REUNI, ela simplesmente não recebe verbas federais.

O Banco Mundial, ou seja, as classes e países dominantes, entendem que a educação não deve servir ao povo, mas sim a si próprios, fazendo da educação um campo lucrativo e que prepare as massas que serão exploradas futuramente. Para impedir que haja resistência, as escolas e as reformas educacionais inculcam uma ideologias individualistas e meritocráticos nos/as alunos/as e nas comunidades para que não se organizem e pensem que a solução virá do "esforço" individual e que “cada um merece o que tem”. Essa ideologia ignora, por exemplo, que mesmo que todos/as os/as estudantes no DF passassem com nota no vestibular suficiente para cursar Medicina, não haveria vagas para todos/as. Sendo assim o vestibular não é um teste do seu "esforço pessoal", mas um funil econômico, onde só os/as ricos/as têm vez!


Resistir! Lutar contra o Estado e os empresários que precarizam a educação!

(Foto: Estudantes ingleses ocupam prédio do partido do governo contra o aumento das tarifas no ensino superior no final de 2010)

Então, para lutar por uma educação pública de qualidade para todos/as e contra todas essas medidas governamentais do mundo todo, deve-se sempre ter em vista de onde vem todos esses ataques contra os estudantes e trabalhadores e a quem privilegia. Ao mesmo tempo, entender que a luta dos estudantes de diversas regiões do mundo estão relacionadas. Mesmo parecendo algo tão distante que em nada interfere na nossa escola, na nossa cidade etc., tudo está relacionado e por isso a luta deve sempre ter como objetivo juntar mais e mais estudantes. E para juntar os/as estudantes é preciso mostrar a cada um/a o quanto a luta é importante e quanto só a união dos/as estudantes trará vitórias verdadeiras.

Porém é preciso se organizar e lutar da forma correta! Muitos no movimento estudantil dizem lutar pelos estudantes, mas defendem os governos e se juntam aos empresários, abandonando a luta direta dos estudantes nas ruas, única via para barrar as reformas neoliberais. É o caso, no Brasil, da traidora União nacional dos estudantes.

A história nos ensina que só nos organizando e lutando conseguimos resistir ao ímpeto do capital e alcançar melhoras para nosso povo. Os últimos levantes estudantis europeus, por exemplo, nos ensinam que a luta dos/as estudantes deve ser contra os empresários e os governos, já que são estes que representam os interesses do capitalismo e precarizam e privatizam a educação. Além disso buscando sempre a democracia e a autonomia interna nas escolas para que a vontade da maioria prevaleça e não mandatos governamentais que a todos prejudica!

Como podemos ver, o Banco Mundial e os interesses das classes e países dominantes interferem diretamente no cotidiano escolar dos estudantes, através da intervenção nas políticas educacionais, do financiamente etc. que dizem para quem deve servir a educação e é papel dos estudantes se organizarem e lutarem por uma educação que sirva ao povo, e não aos empresários!



Por uma educação que não seja mercadoria! Educação gratuita, pública e de qualidade é direito dos trabalhadores/as e de seus/suas filhos/as!


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Avante o Movimento Estudantil Secundarista!

segunda-feira, 14 de março de 2011

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Aumento salarial dos parlamentares: um roubo ao povo!


VIVA A LUTA DOS TRABALHADORES E ESTUDANTES!

domingo, 28 de novembro de 2010

Pela solidariedade de classe em defesa do professor Marcléo


O professor Marcléo Rosséli é conhecido por sua longa e enérgica trajetória de lutas em prol das causas populares e do seu ativismo em defesa de EDUCAÇÃO E SERVIÇOS PÚBLICAS, DEMOCRATICOS E DE QUALIDADE. O companheiro é membro fundador da Conlutas- DFE. Por empregar uma pedagogia progressista nas escolas públicas que trabalhou, ter denunciado irregularidades e abusos de autoridade das gestões da administração pública onde passou, por ter atuado enquanto oposição às burocracias sindicais Cutistas, o companheiro vem sofrendo sistematicamente perseguições políticas, assédio moral e estigmatização social, sem contar as calúnias, salários cortados, tranferencias arbitrarias de locais de trabalho, rebaixamento em suas notas de estágio probatório, processos administrativos de demissão sem direito a defesa, adoecimento de sua saúde e precariedades financeiras, entre outros flagrantes abusos.

Aprovado em concurso público para a Fundação Educacional do DF na década de 90 foi injustamente demitido no período de seu estágio probatório através de um processo administrativo recheado de vícios e ilegalidades durante a gestão de Roriz e Eurides Brito (a mesma que foi filmada no escândalo do mensalão do DEM-DF, conhecida pelo seu autoritarismo e abuso enquanto Secretaria de Educação). Durante a gestão de Cristovam Buarque foi formada uma comissão revisora do seu processo contando com membros do Simpro-DF. Porém, por fazer parte do bloco de oposição ao sindicalismo pelego, foram retiradas as questões mais graves e absurdas na tentativa de dar legalidade e legitimidade ao processo, mantendo a maior penalidade: demissão do serviço público ao professor. Sendo de origem humilde e sem maiores recursos ou apoios, o companheiro ainda não conseguiu sua reintegração e reabilitação.

Em março de 2004, o companheiro Marcléo prestou novo concurso para docente em Valparaíso de Goiás. Por manter sua postura de militante, ter liderando a mais longas greves da categoria, ter lutado juntamente com à comunidade pela retirada de um lixão da cidade, estar a frente da campanha vitoriosa pelo não fechamento do EJA(Educação de Jovens e Adultos), entre outras diversas ações, foi novamente perseguido pelo governo e pelos burocratas do sindicato local, ligados a CUT e ao PT.

A partir da urgente necessidade de defesa do companheiro foi formada, em 2010, a Comissão de Combate ao Assédio moral e à Criminalização dos Movimentos Sociais e seus Militantes DF/Entorno, composta por sindicatos, organizações do movimento estudantil e popular e independentes (tais como SINDÁGUA-DF, SINDICAL, UNIPA, RECC E SINDMETRÔ- GESTÃO 2008/2010). Devido a tudo isso faz-se necessário que a classe trabalhadora reaja aos ataques da burguesia e da burocracia sindical eleitoreira, na solidariedade àqueles perseguidos políticos. Devemos partir do justo e valoroso principio de que: mexer com um trabalhador é mexer com toda nossa classe!



Reagir aos ataques da burguesia, do Estado e das burocracias sindicais!
Contra atacar em defesa dos trabalhadores!


sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Cartilha de Grêmios da RECC: Mais um passo para a organização e luta dos secundaristas.



RECC-Brasil lança uma cartilha nacional para contribuir política e organizativamente com a luta dos estudantes secundaristas.



Durante esse 1º e início de 2º semestre de 2010 foi produzida, por uma comissão de militantes secundaristas e universitários, a Cartilha Nacional da RECC: “Construir um Grêmio Estudantil de Luta”. Tal documento tem como fundamento principal estar servindo de base de apoio teórico-organizativo para a formação de grêmios estudantis nas escolas, e mais do que isso, estar delimitando uma direção política combativa, classista e democrática para a luta dos secundaristas.

Num momento de baixo grau organizativo e da quase paralização em certas lutas das massas estudantis e proletárias no Brasil, são muito importantes documentos orientadores como esse para não deixar bons companheiros “perdidos”. Muitos estudantes secundaristas que se interessam e compreendem a necessidade de combatemros as ofensivas dos governos, do Estado e dos capitalistas ao ensino, muitas vezes não encontram nem um ambiente nem situações favoráveis para se organizar. Alguns sintomas, comuns em várias localidades do Brasil, expressam uma hegemonia ideológica e material que a sociedade de consumo, a indústria cultural, a repressão policial, enfim, que o sistema capitalista impoe sobre os estudantes. Esse sintomas são: a extrema despolitização e desinteresse; o receio de represálias da diretoria e da polícia quando partimos para a luta direta (quando fazemos greve, ocupamops ruas e órgãos públicos); a noção de que Grêmio Estudantil é um braço das diretorias, um mero organizador de festas, algo como a Malhação/Rede Globo gostam de deturpar; a crença de que é o Estado e os partidos eleitoreiros, através do nosso voto, que defenderão nossa educação, quando na verdade somente os próprios estudantes organizados, aliados aos trabalhadores (professores, servidores de nossas escolas, rodoviários etc), poderão levar para frente a defesa e a conquista de nossas reais necessidades.

Dessa forma, incentivamos os estudantes sérios e honestos a romperem com estes paradigmas, e se esforçarem para se organizar coletivamente em suas escolas, seja através do Grêmio, Oposições ou Coletivos de Luta. Apontamos como princípios fundamentais dessa luta a ação direta (as ações realizadas única e exclusivamente através da força estudantil, recusando que terceiros intermediem nossos interesses), da democracia de base (criar e valorizar os espaços de discussão e deliberação onde todos os estudantes da escola tenha direito a voz e a voto, sendo estes os espaços soberanos, como assembléias, e intermediários, como conselho de representantes de turma, por exemplo), do anti-governismo (manter a completa independência do movimento estudantil frente ao Estado comandado por Lula e Dilma, e de partidos governistas como o PT e o PCdoB), o anti-reformismo (não utilizar a democracia burguesa - as eleições, câmaras, partidos eleitoreiros etc - como suposta arma de nossa luta, pois isto apenas nos desvia de nossos objetivos políticos e organizativos a curto e longo prazo) e o classismo (pois entendemos os estudantes como uma fração da classe trabalhadora, e devemos portanto estar aliados ás organizações de nossa classe - como sindicatos, movimentos camponeses, de desempregados etc).

Para combater a ofensiva neoliberal que, mais do que nunca, avança precarizando as escolas públicas, é fundamental ter organismos estudantis fortes e com uma justa direção para as lutas. Para piorar a situação, vemos estudantes entre nós que também são prejudiciais a esta luta. Os governistas da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES), principalmente, só utilizam os estudantes como massas de manobra para aprovarem leis, emendas e projetos de deputados e parlamentares de seus partidos, utilizando as escolas como currais eleitorais (do PT, PCdoB etc) ou empresariais (com a máfia das carteirinhas). Estas entidades com rabo preso com os governos só fazem atrapalhar nossas lutas mais imediatas e também a longo prazo. não organizam nem politizam os estudantes! Elas devem, portanto, ser rechaçadas.


Combater a UBES pelega e desenvolver a organização e a luta dos grêmios estudantis é condição essencial para conquista de uma educação popular.



Criar o poder estudantil através de cada sala de aula, cada escola e cidade! Construir um Movimento Estudantil Secundarista Nacional Classista e Combativo Pela Base!

Organizar para Lutar!
Lutar para organizar!



sexta-feira, 11 de junho de 2010

A Luta em defesa do Passe Livre no DF


PASSE LIVRE:

Para mafiosos do transporte ou para estudantes?


A breve experiência do Passe Livre no DF serviu para nos alertar duplamente. Por um lado, fez renascer a percepção de como este direito é fundamental a nós estudantes para nossas necessárias locomoções diárias. Por outro, mostrou como este direito pode ser utilizado por parlamentares e donos de empresas para seu próprio benefício.

A reivindicação pelo Passe Livre já é bandeira histórica do Movimento Estudantil. A maioria dos estudantes são filhos de trabalhadores, e o custo ao fim do mês em transporte para uma família comum se torna insustentável. A situação piora em Brasília, já que aqui as tarifas são umas das mais caras do país e o serviço é de péssima qualidade. O direito ao Passe Livre deve significar que os estudantes tenham não só possibilidade de ir e voltar das escolas, mas também garantir acesso a atividades culturais, esportivas, artísticas ou o que quer que seja, independente de dia, horário ou linha de ônibus e metrô.

No DF a coisa foi diferente. O corrupto e neoliberal governo Arruda aprovou uma lei que além de ser extremamente limitada (na verdade tão limitada que no fim das contas muitos estudantes estavam pagando mais do que anteriormente!), tal lei foi alegremente recebida pelos mafiosos do transporte. Não foi atoa que estes pagaram propina no valor de 1 milhão e 600 mil reais à deputados para que aprovassem a lei e que certos donos de empresas eram ligados a própria empresa FÁCIL, que intermediava os recursos públicos. O repasse de verbas públicas às empresas fez triplicar a renda destes mafiosos nas viagens dos estudantes!

No entanto, os vários problemas burocráticos, financeiros e políticos fizeram com que o novo governo piorasse o que já era ruim. A nova limitação por faixa de renda continua sem atender a maioria dos estudantes e não resolve o problema do transporte. O que a REDE ESTUDANTIL CLASSISTA E COMBATIVA - RECC defende é que o PASSE LIVRE seja estendido a todos os estudantes, sem nenhuma exceção, mas que o custo deste direito não venha dos cofres públicos, mas sim dos lucros absurdos que os mafiosos dos transportes já nos sugaram através de suas tarifas absurdas por todos estes anos de exploração!

Defendermos que os custos deste direito venham do bolso dos mafiosos do transporte e não do Estado significa travarmos uma luta direta contra a taxa de lucro destes parasitas. Siginfica acirrarmos a luta entre os diferentes interesses de classe (estudantes e trabalhadores Vs. capitalistas), que de forma alguma devem ser conciliados. Pois seria insusentável, por um lado, o Estado arcar com o tipo de Passe Livre que exigimos (Irrestrito: todos dias, todos horários, todas linhas e todas as modalidades, como metrô e ônibus), ainda que este custo venha de impostos proressivos (parcelas mais ricas da sociedade pagariam mais impostos) e, por outro lado, estaríamos alimentando a insaciável cede de lucro dos mafiosos do transporte, de modo que até eles defenderiam que realmente os custos deveriam vir do Estado, como ocorre hoje. Não aceitaremos esta conciliação!

Por isso convocamos todos os estudantes de escolas e universidades públicas e privadas, a organizarem em seus locais de estudos a luta pelo Passe Livre Irrestrito! Alertamos à juventude para se desviarem do oportunismo de entidades eleitoreiras, como UNE, UBES e UMESB, e de partidos reformistas como o PT, e protagonizarem uma luta independente de parlamentares, que conte apenas com a própria força solidária dos estudantes, pois essa é a única garantia de que nossa bandeira não será traída e será o motor de nossas vitórias!


FORA GDF E MÁFIA DO BUSÃO,
QUEREMOS PASSE LIVRE OU VAI TER REBELIÃO!
NENHUMA ILUSÃO NO PARLAMENTARISMO-BURGUÊS!
NÃO À CONCILIAÇÃO COM OS MAFIOSOS DO TRANSPORTE!
AVANTE O MOVIMENTO ESTUDANTIL COMBATIVO!


Participe da Rede Estudantil Classista e Combativa - RECC
rede.mecc@gmail.com | redeclassista.blogspot.com